o teatro de chico no cinema
Morte e Vida Severina
MORTE E VIDA SEVERINA
1977. Direção: Zelito Viana
O poema de João Cabral de Melo Neto descreve a viagem do retirante Severino através da paisagem de morte do sertão até Recife. Na cidade grande, desencantado com a sorte, ele pensa em se suicidar, mas muda de ideia ao presenciar o nascimento de uma criança, reafirmação perene da vida.
Foi levado ao palco pelos estudantes do TUCA – Teatro da Universidade Católica de São Paulo em 1965, com trechos do poema musicados por Chico Buarque.
O filme de Zelito Viana combina um documentário sobre a situação do Nordeste à época com trechos da peça e do poema O Rio, de João Cabral. Severino é repartido entre três atores (José Dumont, Stenio Garcia e Luís Mendonça). Elba Ramalho e Tania Alves fazem as personagens femininas de destaque. As partes documentais abordam a seca, a miséria e o trabalho mal pago que empurram os sertanejos para os canaviais ou a cidade grande – no caso, Recife –, onde a sorte se repete: favelas, insalubridade, trabalho clandestino.
A trilha sonora foi editada em disco de 1977, com autoria de várias músicas atribuída a Airton Barbosa. Dos originais de Chico Buarque ficaram apenas Mulher na Janela e Funeral de um Lavrador.
MORTE E VIDA SEVERINA
1981. Direção: Walter Avancini
Versão em teleteatro da peça de João Cabral de Melo Neto musicada por Chico Buarque, realizada pela TV Globo. José Dumont lidera um grande elenco em locações na Bahia e em Pernambuco. Entre os números musicais constam, de Chico Buarque, o Tema para Morte e Vida Severina (instrumental) e as canções Irmãos das Almas, Mulher na Janela (com Elba Ramalho), Funeral de um Lavrador (com Tânia Alves) e De sua Formosura.