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a vida de chico no cinema
2006 a 2024

DESCONSTRUÇÃO

2006. Direção: Bruno Natal

 

Registro intimista da gravação do álbum Carioca. Pela primeira vez, Chico permitia a documentação em vídeo do seu processo de criação num estúdio. Ele e Luiz Cláudio Ramos falam sobre a elaboração dos arranjos e são vistos ajustando detalhes de harmonia e encaixe das letras. Chico explica como chegou ao título do disco.

Entre várias falas farsescas para a câmera, Chico brinca sobre seus supostos “fornecedores” de canções, autores que permaneceriam anônimos: mulheres, idosos de asilo, maus compositores, etc.

 

O baixista Jorge Helder se emociona ao receber, de surpresa, a letra que Chico escreveu para o seu Bolero Blues. O vídeo, muito informal em todos os sentidos, tem participações mais marcantes do baterista Wilson das Neves, do percussionista Marcos Suzano, do pianista Daniel Jobim e da cantora Monica Salmaso.  

 

Disponível neste link (acessado em março de 2026). 

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CHICO – DIA VOA

2011. Direção: Bruno Natal

 

Nos mesmos moldes de Desconstrução, Bruno Natal documenta o processo de ensaios (na casa de Luiz Cláudio Ramos) e gravação em estúdio do álbum Chico. Bruno e o produtor Pedro Seiler estimularam Chico a divulgar na internet vídeos diários da gravação do álbum. O material deu origem a esse documentário.   

 

O compositor e o maestro contam a história do disco, e vemos os ajustes de voz e instrumentos. Esbanjando bom humor, Chico fala de amor no envelhecimento, de suas dificuldades com o manejo da internet e do temor em prejudicar a gravação com os erros no violão. Ele confessa que se sente mais seguro com as letras do que com as músicas.

 

O baixista Jorge Helder relembra a emoção de ter mais uma música letrada por Chico, Rubato, entre outros comentários interessantes. A temporada no estúdio deixa bem clara a dinâmica do grupo e recebe participações de outros artistas, entre os quais a cantora Thaís Gulin e João Bosco.

 

Disponível neste link (acessado em março de 2026). 

CHICO – ARTISTA BRASILEIRO

2015. Direção: Miguel Faria Jr.

 

Segundo documentário sobre Chico a ser lançado em cinemas (depois de Certas Palavras com Chico Buarque), esse filme do seu parceiro audiovisual Miguel Faria Jr. intercala depoimentos com materiais de arquivo e performances musicais especialmente filmadas. Entre essas últimas, destacam-se a cantora portuguesa Carminho dando cores de fado a Sabiá e os duetos dela com Milton Nascimento e de Adriana Calcanhotto com Mart’nália. O elenco de entrevistados diretos limita-se a Miúcha, Edu Lobo, Ruy Guerra e Wilson das Neves, além do próprio Chico.

 

Com simpática discrição, Chico se abre numa entrevista biográfica que serve de esteio para o documentário. Relembra a infância, o início de carreira fermentado na admiração pela Bossa Nova, a politização de sua música e a perseguição pela censura na época da ditadura. Passa pelas experiências doce-amargas do exílio e o trauma do palco adquirido na Itália. Comenta o gosto da liberdade na democracia e a chegada da literatura a sua obra. Junto com isso vêm as reflexões sobre memória e imaginação, as funções do inconsciente na criação musical e literária, o prazer da solteirice e os dilemas da maturidade e do envelhecimento.

 

Ele ainda se estende sobre o irmão alemão em visita a Berlim, objeto do livro então recém-lançado. Em sua casa, é visto trabalhando no computador e cantando com as netas e o neto.

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OS RITMOS DA PROSA

2017. Direção: José Roberto Torero e Ana Dip

Episódio da série Super Libris (SESC-TV)

 

Ligeiramente desconfortável na entrevista, Chico Buarque fala do seu processo de criação na literatura. Conta como tateia a escrita de cada livro até encontrar a voz do narrador, uma identidade “musical” que vai conduzi-lo até o final da história. Discorre sobre a importância que coloca na musicalidade do texto, dele e de outros autores. Comenta que a vida dos personagens se torna paralela à sua enquanto escreve – e às vezes até mais importante que a vida dele próprio.

 

Chico apresenta sua mesa de trabalho, o computador, e descreve sua rotina de escritor. Por fim, recomenda livros do escritor Manuel Herzog, que então vinha apreciando. Alguns penduricalhos do programa incluem um comentário da “booktuber” Patrícia Pirota sobre Leite Derramado e um depoimento de Roberto Alvim sobre sua adaptação desse livro para o teatro.

 

Disponível neste link (acessado em março de 2026).

NA TRILHA DO SOM

2024. Direção: Marcelo Janot

Episódio dedicado a Chico Buarque na série do Canal Curta!

 

Chico recebe a equipe em sua casa, discorre sobre sua cinefilia de infância e conversa brevemente sobre seus principais trabalhos para o cinema. Fala da descoberta dos ritmos cubanos e conta que fez trilha sonora instrumental não só para o filme Anjo Assassino, mas também para uma montagem de Os Inimigos, de Górki, pelo Teatro Oficina em 1966. O também tricolor Marcelo Janot o estimula a cantar o Hino do Fluminense, e Chico sugere o jogador Nino para cantar também.

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VALSINHA

2024. Direção: Letícia Simões e Hilton Lacerda

Episódio da série Caixa Postal (Canal Curta!)

 

A série examina o processo de criação de artistas e escritores a partir de cartas trocadas entre eles. Nesse episódio, depoimentos de críticos e músicos remontam ao diálogo epistolar entre Chico Buarque e Vinicius de Moraes em torno da letra de Valsinha. É conhecida a história das sugestões de Vinicius para a letra de Chico, em sua maior parte não aceitas pelo letrista. A começar pelo título “Valsa Hippie”.

 

Roberto Menescal ajuda a recontar a gravação do disco Construção, no qual Valsinha ocupa o lugar de uma pausa lírica. Chico aparece em trechos de outros documentários sobre aquele momento de sua carreira em plena ditadura civil-militar. A cantora Surama Ramos e o instrumentista Henrique Albino apresentam um arranjo dissonante para a versão com a letra sugerida por Vinicius. Uma cena de Jofre Soares e Miriam Pires em Chuvas de Verão  ilustra a dança do casal.   

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