A Música de Chico no Cinema
Os não realizados
Pelo menos dois projetos de longa-metragem que usariam canções de Chico não chegaram a se concretizar. Foram eles:
POLICHINELO, de Jean-Gabriel Albicocco.
Chico compôs Mambordel para esse filme de Albicocco (1936-2001), cineasta francês, um dos criadores da Quinzena dos Realizadores de Cannes e residente no Brasil desde a década de 1970. Segundo Wagner Homem, em Histórias de Canções – Chico Buarque, “a música seria cantada numa situação em que as prostitutas conseguiam enxotar o dono do bordel. O puritanismo da censura proibiu a canção, que só foi gravada no álbum Soltas na Vida, das Frenéticas”.
Em entrevista à revista Rock, em 1975, Chico comentou, referindo-se a si mesmo na terceira pessoa: “O compositor, em 74. andou meio parado. No ano inteiro fiz três músicas para o filme Polichinelo, do Gabriel Albicocco. uma das quais eu já não estou gostando. Isso acontece”. Uma fonte cita Egberto Gismonti como autor do que seria a trilha sonora incidental.
O AMANHÃ, de Gianni Amico
Bernardo Bertolucci pretendia produzir uma comédia musical no Brasil, que seria dirigida por Gianni Amico e teria trilha musical de Chico e Caetano Veloso. O argumento de O Amanhã chegou a ser escrito e assinado em conjunto por Francesco Tullio Altan, Amico, Chico e Caetano. O projeto não foi adiante depois que mudou a direção da Fox. “Eu estava desesperado porque acreditava muito no filme. Uma vez mais enfrentava a estreiteza de espírito dos produtores”, disse Bertolucci a Michel Ciment em entrevista do livro Pequeno Planeta Cinematográfico.

Caetano, Amico e Chico. Foto: Chico Nelson


Páginas do roteiro de Amanhã (clique para ampliar)