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A Música de Chico no Cinema
as duas primeiras - 1964/1966
Tereza
Prisioneiro de um Sonho.jpg

PRISIONEIRO DE UM SONHO

Telenovela. 1964. Direção: Roberto Freire e Randal Juliano

 

Embora este site-livro não cubra a presença de músicas de Chico Buarque em produções de televisão, achei por bem mencionar essa primeiríssima atuação audiovisual do rapaz, antes mesmo que ele tivesse lançado qualquer disco. Em 1964, na novela Prisioneiro de um Sonho, da TV Record, Chico não só compôs para a trilha sonora, como apareceu num dos capítulos, no papel de um cantor de Bossa Nova interpretando a sua Tereza Tristeza.

Tereza Tristeza - Chico Buarque de Hollanda - 1965

Roberto Freire, que mais tarde dirigiria o longa-metragem Cleo e Daniel, com trilha de Chico, levou o jovem compositor para a TV Record em 1964. John Herbert, um dos protagonistas, relembrou: “Na época, ele ainda não era conhecido, era um garoto de 20 anos, muito tímido, que andava pelos corredores da TV Record quase sempre de olhos baixos, praticamente sem falar com ninguém”.

 

Eva Wilma, mulher e contraparte de Herbert na novela, deixou em sua autobiografia uma informação controversa: “Roberto Freire trouxe um rapazinho tímido que, segundo ele, tinha talento e merecia uma chance. E tocaria nas minhas cenas. E tocou. Divinamente. Música linda. O nome da canção era Valsinha. E o rapaz se chamava Chico Buarque de Hollanda”. Valsinha, porém, só foi composta por Chico e Vinicius de Moraes em 1970. É possível que Eva se refira a alguma outra valsa feita na ocasião e que não consegui apurar. 

ANJO ASSASSINO

1966. Direção: Dionisio Azevedo

 

Primeira trilha de Chico Buarque para o cinema e a única exclusivamente instrumental. O roteiro se baseava na telenovela A Outra Face de Anita, de Ivani Ribeiro, que por sua vez se inspirava no romance Presença de Anita, de Mário Donato. Intrigas e mistério envolvem o assassinato de Vitor, membro de importante família, justamente quando este tentava salvar seu império econômico da falência. No tribunal, uma linda mulher torna-se o centro de toda a maquinação.

 

O cineasta e crítico Alfredo Sternheim apontou os “acertos da música de Chico Buarque de Holanda” como um dos fatores que acrescentavam “natural fatalismo à trama”. Chico compôs vários temas para violão, flauta e contrabaixo, distribuídos num roteiro musical assinado por ele e por Glauco Mirko Laurelli. Não foi possível localizar cópia do filme ou outro material que esclarecesse melhor essa trilha além de um trecho da série Chico, de Roberto de Oliveira.

Raul Cortez e Flora Geny em Anjo Assassino

Roteiro musical (clique na imagem para ampliar)

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