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o cinema na vida de chico

​Amor pelas atrizes

Gina Lollobrigida, Martine Carol e Brigitte Bardot certamente estão na raiz do interesse de Chico Buarque pela figura feminina. Quando adolescente, ele falsificava carteira de estudante para entrar em filmes proibidos até 18 anos e ver atrizes do cinema francês seminuas. “O cinema francês era único no mundo, com pouca roupa, com Martine Carol e seus seios para fora. Até então, eu só tinha visto os das minhas irmãs, aquilo não valia.”

 

Em Bambino a Roma, ele se estende em suas memórias da libido, como nesse trecho sobre Martine Carol, “a atriz mais limpa de Paris porque tomava banho em todos os seus filmes”:      

Texto atrizes nuas.jpg

Em outro capítulo do livro, Chico conta como conheceu Alida Valli em pessoa, dançando com o rosto à altura dos seios dela. Verdade ou imaginação? Regina Zappa pondera: “Teria ele encontrado de verdade a famosa atriz italiana? E teria ela se interessado em dançar com o pirralho? Não importa. Como dizem os italianos: se non è vero, è molto ben trovato.” Fica a dúvida, como no caso da traição ou não de Capitu em Dom Casmurro. Quanto a Carlo de Mejo, filho de Alida e amigo de infância de Chico, reapareceria como ator em Teorema, de Pasolini, e em muitos gialli (filmes de terror italianos) de Lucio Fulci.

Texto Alida Valli.jpg

Pode não ter sido mera coincidência que Chico tenha vindo a se casar com uma atriz, Marieta Severo, carreira seguida também por sua primeira filha, Silvia Buarque.

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