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o cinema na música de chico
O cinema como forma de amar

Um amor natural

 O “amor de cinema” é citado explicitamente como o amor natural, aquele que não precisa de treino porque já vem pronto na cena do filme. Essa canção era dada como perdida e foi resgatada para o filme Os Saltimbancos Trapalhões Rumo a Hollywood.

 

Que sonho viver
Um amor natural
Quase igual
A um amor de cinema
Igual aos amantes
Que sem treinar antes
Já cantam juntinhos
O tema que diz:
Te dei minha boca
Meus lábios são teus
Meu Deus, contigo eu fui feliz
Contigo eu fui feliz​​

Lily Braun

A história de Lily Braun

Além da citação explícita ao cinema, a canção se refere ao zoom, ao close, ao foco de luz e cita O Anjo Azul, de Josef von Sternberg, filme de cabeceira do pai de Chico, Sergio Buarque de Hollanda. Parceria com Edu Lobo para o balé O Grande Circo Místico.

Canções Lily Braun.jpg
O Anjo Azul.jpg

O Anjo Azul

Já Passou

Ela o abandonou, o feriu, mas o tempo passou e a dor estancou. Agora ele vê essa história como um filme que ficou para trás.

 

Recolha o seu sorriso
Meu amor, sua flor
Nem gaste o seu perfume
Por favor
Que esse filme
Já passou

 

 

Lola

A metáfora da invasão e da ocupação do outro pelo ser amado é expressa em três ramos da criação artística: a literatura, o cinema e a música. De que vale o patrimônio cultural quando se é tomado pela paixão? 

 

Sabia
Gosto de você chegar assim
Arrancando páginas dentro de mim
Desde o primeiro dia

Sabia
Me apagando filmes geniais
Rebobinando o século
Meus velhos carnavais
Minha melancolia

 

  

João e Maria

A letra da canção, feita para melodia de Sivuca, recorda um amor infantil embebido em fantasias cinematográficas. Prenúncio de uma separação que deixaria “João” sem saber o que a vida ia fazer dele. 

 

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês

 

Supõe

Versão de canção do cubano Silvio Rodriguez, Supõe imagina um começo de namoro com a passagem obrigatória pelo escurinho do cinema. Música gravada por Nara Leão.

 

Supõe que nós marcamos um cinema
Mas chegas lá pro meio da sessão
Pois teu trajeto tem algum problema
Que só te leva numa direção
Supõe que agora a tela me ilumina
Tu ficas assistindo ao meu perfil
Supõe a minha mão tão recolhida
Que não percebe a tua mão
Que não percebe a minha mão
Que não é sim, que não é não
Supõe que eu sigo distraída
E supõe que eu sou tua canção

Tantas Palavras

O cinema e sua prosódia definem o romance de um casal que se divertia sem saber a tradução dos termos que usava/dublava. Mais uma vez, Chico alude à importação alienada da cultura estrangeira. Há uma referência direta a um diálogo de Casablanca e ao título original da comédia Sonhos de um Sedutor, de Herbert Ross/Woody Allen na frase “Play it again”. Letra feita para melodia de Dominguinhos.      

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Valsa Brasileira

O tempo é um paradoxo nessa parceria de Chico com Edu Lobo para o balé Dança da Meia-lua. Sem ainda conhecer o objeto de seu amor, o amante já selecionava os dias como no processo de edição de um filme, quando se descarta o que não ficou bom (“a ação que não valeu”).  

 

Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu

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