o cinema na música de chico
O cinema como coisa prosaica
Ópera
Nesse trecho da Ópera do Malandro, o Cinemascope é citado entre várias alusões satíricas a produtos de origem estrangeira dos quais Max Overseas pretende ser representante no Brasil.
O Sol nasceu
No mar de Copacabana
Pra quem viveu
Só de café e banana
Tem gilete, kibon
Lanchonete, neon
Petróleo
Cinemascope, sapólio
Ban-lon
Shampoo, tevê
Cigarros longos e finos
Blindex fumê
Paroara
Na letra surrealista dessa canção, parceria de Chico com Fagner e Fausto Nilo, aparece o nome da diva do cinema silencioso Theda Bara associado a uma vidente. Música gravada por Fagner.
Chegamos um bocado de gente
Da mesma seara
O sol tava danado de quente
Queimou nossa cara
Comprei uma jaqueta de veludo
E não tava cara
Eu quis saber a graça da vidente
Era Theda Bara
Sentimental
Em mais uma composição para a Ópera do Malandro, a vida é comparada a um filme no lamento da personagem que ainda não conseguiu ser feliz.
Ontem vi tudo acabado
Meu céu desastrado
Medo, solidão, ciúme
Hoje eu contei as estrelas
E a vida parece um filme
Sinhazinha (despertar)
Devolver a fita de videocassete ao videoclube surge em meio às obrigações da agenda da patroa, lembradas de manhã cedo pela empregada. A canção foi feita para o filme Para Viver um Grande Amor.
Tá na hora de acordar, sinhazinha
Que tem muito o que fazer
Tem cabeça pra tratar
Tem que ler caderno B
Hora no homeopata
Fita no vídeo-clube
Tá na hora de acordar
Tem a vida pra viver
Tem convite pra dançar
Telefone pra você
Namorado pra brigar
Vinho branco pra esquecer